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    Mudanças no comando da Petrobras são inevitáveis, dizem analistas


    Por: Sérgio Coutiy / sem data de publicação editada - 04/02/2015 00:00:00

    A notícia de que a presidente Dilma Rousseff teria decidido tirar Maria das Graças Foster da presidência da Petrobras desatou uma onda de especulações sobre quem poderia tomar as rédeas da estatal. De acordo com os jornais Folha de S.Paulo e O Globo, a saída de Foster do comando da Petrobras, junto de todos os demais integrantes da cúpula da empresa, ficou acertada após uma reunião emergencial com Dilma na noite desta terça-feira em Brasília. Eles devem deixar os cargos até o fim deste mês, segundo os diários. A informação de que Foster deixaria a presidência da estatal circulou na imprensa desde o início do dia. O Palácio do Planalto não confirmou, por enquanto, a eventual decisão. A perspectiva de mudança na cúpula da Petrobras, no entanto, repercutiu positivamente no mercado e as ações da empresa fecharam o pregão com alta de 15%. Para analistas ouvidos pela BBC Brasil, a substituição da presidente da Petrobras se tornou quase inevitável em função do aprofundamento da crise na empresa e do desgaste político de Graça Foster. Mas uma mudança na cúpula da Petrobras está longe de contribuir para resolver a crise de credibilidade em que a empresa está mergulhada ou reduzir a sua vulnerabilidade a novos esquemas de corrupção, dizem eles. Quem mais ganhou com esses rumores foram especuladores que compraram as ações da empresa em baixa e puderam vendê-las com essa valorização, opina Francisco Vignoli, especialista em administração pública da Fundação Getúlio Vargas. Para Sérgio Lazzarini, professor do Insper que tem estudado o sistema de governança em empresas petrolíferas estatais, o ideal seria que a atual presidente fosse substituída por um nome forte. Teria de ser uma figura com certa estabilidade, intocável, como o ministro (da Fazenda), Joaquim Levy, opina. Mas mesmo que fosse conseguido alguém com esse perfil, a troca de comando não será suficiente para blindar a estatal de ingerências políticas indevidas, impedir o surgimento de novos esquemas de corrupção e fazer com que suas decisões atendam a interesses de Estado, não de governo. Entre os cotados para substituir Foster, estão o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ex-presidente da OGX Rodolfo Landim e o ex-presidente da Vale Roger Agnelli, este último desafeto de Dilma.


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