Yanukovich diz que não fugiu, não foi derrubado, e acusa poder de «hooliganismo
«Foram ações irresponsáveis do ocidente que provocaram isto. Eu não fugi, fui obrigado a sair porque temi pela minha vida. Hooligans fascistas tomaram o poder», disse, descrevendo de novo que o carro em que seguia entre Kiev e Kharkiv, na semana passada, foi atingido a tiro. Defendendo que foi deposto de modo ilegítimo, Yanukovich diz que devem manter-se as condições do acordo assinado há uma semana, com eleições em dezembro, declarando que as eleições marcadas para 25 de maio são ilegítimas - por esse motivo, disse que não vai candidatar-se. Justificou estar na Rússia porque tem amigos que moram em Rostov, a cidade em que se encontra, mas que regressará à Ucrânia assim que sentir que tem segurança. Apenas falou com Putin ao telefone, disse, e perguntado sobre contas bancárias congeladas na Europa, não quis comentar. Sobre a polícia de choque, disse que nunca deu ordens para disparar, mas que «a certa altura a polícia tem de se defender». Piscar de olho à Crimeia «Pretendo continuar a lutar pelo futuro da Ucrânia, contra aqueles que a tentam ocupar pelo caminho do medo e do terror», disse, falando depois da situação na Crimeia. «Percebo o desejo dos habitantes da Crimeia em se defenderem. Querem velar pelas suas casas, pelas suas famílias...», sublinhou, dizendo que o que se passa na região autónoma é reflexo do «golpe gasgster» que ocorreu em Kiev. Yanukovich disse defender, no entanto, que a Ucrânia deve continuar unida.
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