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    Quinta greve geral do ano paralisa hoje novamente a Grécia


    Por: Sérgio Coutiy / sem data de publicação editada - 18/10/2012 00:00:00

    A quinta greve geral de 2012 na Grécia está hoje a paralisar mais uma vez o país, desta vez em protesto pelo novo pacote de economia de 13,5 mil milhões de euros negociado pelo Governo com a troika

  • A quinta greve geral de 2012 na Grécia está hoje a paralisar mais uma vez o país, desta vez em protesto pelo novo pacote de economia de 13,5 mil milhões de euros negociado pelo Governo com a troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE)). A greve, que afecta os transportes aéreos, marítimos, ferroviários e urbanos, foi convocada pelos principais sindicatos do país, o do sector privado (GSEE) e o do público (ADEDY), contra os cortes previstos no citado pacote, que deverão ser aplicados em 2013 e 2014. Os trabalhadores do metro participaram no protesto com uma paralisação de três horas durante a manhã, bem como os motoristas de autocarro, que voltarão a cruzar os braços à noite. O funcionamento parcial do metro e dos autocarros facilitará a ida da população às manifestações de protesto no centro de Atena. A Guarda Costeira informou que nenhum navio zarpará dos portos gregos hoje, enquanto a participação dos controladores aéreos entre obrigou o aeroporto internacional de Atenas a cancelar 46 voos e adiar outros 66. A greve afecta ainda as escolas, os serviços municipais, os hospitais, as companhias públicas e o setor bancário, enquanto a Confederação Nacional do Comércio e a Confederação de Pequenos Empresários pressionaram os comerciantes a fecharem as lojas hoje. A troika concluíu quarta-feira a sua missão na Grécia após ter chegado a um acordo sobre a maior parte das medidas centrais. Ficou pendente, no entanto, a definição da reforma laboral, através da qual a troika quer a redução da indemnização por demissão, a extinção dos aumentos salariais por antiguidade e a imposição da semana laboral de seis dias, bem como a eliminação dos contratos colectivos. As dolorosas medidas, requeridas pelos credores externos como condição para continuar a fornecer o crédito de ajuda ao país a fim de salvá-lo da bancarrota, inclui ainda a elevação da idade de reforma de 65 para 67 anos, além de cortes em salários públicos, pensões e prestações sociais.


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