EUA se dizem céticos quanto a negociação para saída do presidente sírio
O Departamento de Estado americano manifestou ontem terça-feira
O Departamento de Estado americano manifestou ontem terça-feira o seu ceticismo em relação a possíveis negociações para a saída do presidente sírio, Bashar al-Assad, como havia anunciado em Moscou o vice-primeiro-ministro da Síria, Qadri Jamil. "Vimos a informação sobre essa entrevista coletiva à imprensa do vice-primeiro-ministro sírio. Francamente, não vemos nada significativamente diferente", comentou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland. "Fazer da renúncia uma condição para manter um diálogo significa que nunca poderá haver tal diálogo. Mas nas negociações pode se falar de qualquer problema. Estamos dispostos a falar inclusive desse ponto", disse Jamil, depois de uma reunião em Moscou com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov. Os Estados Unidos asseguram que o presidente sírio deve deixar o poder para que seu país volte a ter paz e para que reformas democráticas sejam realizadas. "O governo sírio sabe o que deve fazer e o governo russo esteve presente em Genebra (no final de junho) para elaborar um plano de transição (política) muito claro", lembrou Nuland. "Essa reunião (entre Damasco e Moscou) era uma oportunidade para que a Rússia fizesse um apelo ao regime de Assad para que seguisse esse plano de transição. Não há necessidade de complicá-lo, como parece fazer o vice-primeiro-ministro" sírio, acrescentou o porta-voz.
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