Vídeo mostra ataque de grupo contra PMs no Centro do Rio de Janeiro
Minoria empurrou grades e tacou objetos; policiais se refugiaram na Alerj. Dez pessoas foram presas nos arredores da assembleia, segundo polícia.
A manifestação que reuniu cerca de cem mil pessoas no Centro do Rio, na segunda-feira (17), contra o aumento de R$ 2,75 para R$ 2,95 nas passagens e para protestar contra os gastos públicos com a Copa do Mundo foi pacífico ao longo de quase três horas. À noite, no entanto, um grupo menor ateou fogo e depredou prédios históricos, como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o Paço Imperial. Eles empurraram grades e jogaram objetos contra policiais militares, que se refugiaram no local e reagiram. Pelo menos 27 pessoas, entre manifestantes e policiais, foram feridos. Durante o tumulto, cerca de 80 PMs se refugiaram no prédio da Alerj. O grupo saiu apenas com a chegada do Batalhão de Choque. Uma tropa da PM reforçou a segurança do prédio durante a madrugada. Dez pessoas foram presas. Imagens exclusivas obtidas pelo "Bom Dia Rio" mostram o momento em que os policiais foram atacados pelos manifestantes e se esconderam na Assembleia, conforme reportagem exibida na manhã desta terça (veja o vídeo acima). Na Assembleia ficou um rastro de destruição, com vidraças quebradas e extintores de incêndio espalhados no chão. "Tentaram invadir (a Assembleia). Tacaram coquetel molotov e cabeça de nego", explicou o estudante Rafael Lopes, um dos muitos jovens presentes na manifestação. Móveis ficaram destruídos e, no final da noite de segunda-feira, policiais realizavam perícia na fachada e no interior do local. O hall de entrada ficou destruído, com extintores de incêndio espalhados pelo chão, além de cocos e pedras que quebraram vidraças. Com a chegada do reforço policial, alguns dos integrantes do grupo que depredaram a Alerj tentaram fugir. Críticas ao grupo violento A estudante de Ciências Sociais, Júlia Vieira, de 19 anos, criticou a atitude do pequeno grupo de manifestantes que fez uso da violência. "Ontem, eu vi manifestantes feridos, mas hoje o que eu vi aqui foram policiais feridos. Nao é destruindo a cidade que a gente ama, que vamos conseguir alguma coisa. A gente quer mudança na política. Essas pessoas não me representam. Quem me representa é quem quer o bem do Rio, sem violência", disse a jovem. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB) classificou como "ato de terrorismo" a invasão de manifestantes à sede da assembleia. "Uma baderna, uma bagunça. Quanto um ato agride ou coloca pessoas em risco, deixa de ser democracia para virar uma anarquia", declarou Melo.
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