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    Hamas e Israel mantêm cessar-fogo, mas tensão continua no Oriente Médio


    Por: Sérgio Coutiy / sem data de publicação editada - 22/11/2012 00:00:00

    Forças israelenses prendem 55 palestinos suspeitos de terrorismo na Cisjordânia dizendo se tratar de um esforço para 'restaurar a calma' na região

  • Israel e o movimento islâmico Hamas cumprem o cessar-fogo acordado na quarta-feira após oito dias de violência, mas o clima ainda é de tensão nesta quinta. Durante a madrugada, as forças israelenses disseram que 55 palestinos suspeitos de terrorismo foram presos na Cisjordânia no que chamaram de um esforço para "restaurar a calma" na região. Segundo o Exército israelense, os homens presos pertenciam a várias facções palestinas armadas, e incluíam "operadores experientes". A Cisjordânia está sob o controle do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, mas muitos de seus habitantes são simpáticos ao Hamas, que governa Gaza e rejeita qualquer paz permanente com o Estado judeu. Israel e o movimento islâmico Hamas cumprem o cessar-fogo acordado na quarta-feira após oito dias de violência, mas o clima ainda é de tensão nesta quinta. Durante a madrugada, as forças israelenses disseram que 55 palestinos suspeitos de terrorismo foram presos na Cisjordânia no que chamaram de um esforço para "restaurar a calma" na região. Segundo o Exército israelense, os homens presos pertenciam a várias facções palestinas armadas, e incluíam "operadores experientes". A Cisjordânia está sob o controle do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, mas muitos de seus habitantes são simpáticos ao Hamas, que governa Gaza e rejeita qualquer paz permanente com o Estado judeu. Israel lançou a ofensiva ontra o Hamas e outras facções de Gaza no dia 14 de novembro, com o objetivo declarado de parar com os ataques de foguetes palestinos contra cidades israelenses. Os oito dias de violência - o pior confronto entre os dois lados desde a invasão israelense a Gaza há quatro anos - mataram 161 palestinos, incluindo 71 civis, e cinco israelenses. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, defendeu a decisão de não lançar uma ofensiva terreste, mas disse que o país não terá pressa em levar de volta para casa os milhares de reservistas enviados para a fronteira. Em Israel, alguns comemoravam o acordo como forma de evitar uma operação terrestre que poderia custar a vida de soldados, mas outros, especialmente os moradores do sul do país, diziam que a operação fora abandonada muito rapidamente e sem que sua segurança fosse de fato garantida. O acordo foi alcançado pelo novo governo islâmico do Egito , solidificando seu papel como um líder num Oriente Médio em rápida mutação dois dias depois de um intenso esforço diplomático em que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton , correu para a região. O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse que o acordo incluía um item para abrir todos os postos de fronteira com a Faixa de Gaza, incluindo o importante posto de Rafah com o Egito. Mas ostermos do acordo distribuídos pelo governo egípcio parecem ser vagos em relação a isso. "O documento possibilita a abertura dos cruzamentos", Meshaal insistiu.


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